Tuesday, 6 July 2010

Oxford

Depois de já termos ido a Cambridge, estava em falta ida a Oxford, seu arqui-inimigo.

Juntamo-nos com a nossa amiga R, metemo-nos no Oxford Tube, um dos vários serviços de expressos Londres-Oxford e fomos ver o que por lá se passava.

A viagem foi rápida (nem chegou a 1h30) e chegámos cedo, tendo bastante do sábado para explorar. O programa do dia era chegar e ir logo largar as poucas malas no alojamento (um B&B económico que marcámos pela net), seguir para o centro e fazer uma visita guiada (duraria 2h), aproveitando o resto da tarde para ver algo que nos tivesse aguçado o apetite durante a visita guiada.

Encontrar o B&B foi fácil, mas ao vermos os quartos não ficámos lá muito bem impressionados. O edifício era composto por 4 construções de 3 andares lado a lado, mas sem comunicação interior. Edifícos velhos, sem elevadores e os nossos quartos calharam no último andar, em edifícios diferentes... Além disso tudo rangia ao subir as estreitas escadas e a higiene não parecia primar... "É só uma noite, pensámos os 3"... Quando a Di desceu fez logo a primeira reclamação, o autoclismo não funcionava...

Mas não tinhamos ido a Oxford para nos chatearmos. Decidimos fazer-nos à nossa vida e ir visitar o centro.

Almoçamos num café na High Street, The Grand Café, após comprarmos os bilhetes para o passeio. Que bela escolha! Bom ambiente, boa comida, boa apresentação. Saímos de lá de barriga cheia e contentes.

O posto de turismo organiza passeios turísticos pedestres regulares e decidimos fazer o "University and City Tour". O passeio foi interessante, com visita a um dos "colleges" e descobrimos que este fim de semana era dos mais movimentados de Oxford, com os candidatos ao próximo ano a terem estes dias reservados a visitas às instalações. Então era por isso que foi tão difícil marcar quartos!!!!

Uma cidade nascida da pecuária e que cresceu devido às escolas. Assim se resume a história de Oxford (muito semelhante à de Cambridge). É colleges por todo o lado, uns mais antigos que outros, mas todos com estruturas semelhantes.

Após o passeio fomos lanchar e debater a "morte da bezerra" e outros assuntos de igual importância. Acabámos por não ir visitar mais nada. Fomos antes mudar de roupa antes de ir jantar.

As escolhas eram várias mas os restaurantes estavam cheios. Decidimo-nos pelo restaurante italiano do Jamie Oliver em Oxford (Jamie's Italian). Comecei logo a queixar-me na entrada: os tomates cherry da bruschetta eram demasido grandes para se comerem directamente (não podiam ter só colocado metade ou utilizado um tomate mais pequeno?). Todos nos queixámos da massa: mal cozida (num restaurante italiano?!?). A fama é maior que o proveito!

À noite, de volta ao B&B, o autoclismo ainda não estava consertado! Tivemos que nos queixar e fomos informados que, para ele funcionar, era necessário carregar com força e esperar... muito prático! O chuveiro também não era do melhor! Os azulejos estavam partidos e as torneiras ameaçavam cair. Passei o duche todo a queixar-se e a tentar evitar que o cortinado me tocasse na pele (quando foi a última vez que foi lavado?). O chão da casa de banho não era lavado à algum tempo. E o armário dava ar de, se lhe tocassem, ruia, pelo que nos mantivémos afastados. Não é de admirar que um dos hóspedes, americano, tenho apelidado este alojamento de "B&B from hell". Felizmente a cama não era má e dormimos bem. Na manhã seguinte pegámos na mala e nem quisémos saber o que era o pequeno-almoço... fomos ao The Grand Café consolar-nos.

Domingo com a R ocupada em outros afazeres, eu e a Di começámos por ir à torre da igreja de St Mary the Virgin para ver Oxford de cima, subindo uma bela escadaria de caracol. Tão estreita que foi preciso empuleirar-nos numa das janelas da escadaria para os visitantes que vinham em sentido oposto passarem por nós.

Passeámos pelas ruas e fomos ver o Castle Mound. Daqui tentámos ir ao museu de Oxford, mas está fechado aos domingos... Ainda fomos ver a porta do Christ Church College (usado como cenário nos filmes do Harry Potter), mas a fila era de tal ordem que nos ficamos pela Alice's Shop...

A norte do centro descobrimos o University Parks que é um grande jardim onde se joga cricket e que tem caminhos para passeios pedestres e um bonito lago com patos. A fronteira noroeste do jardim é um rio, e admirámos os primeiros e únicos punts que vimos em Oxford.O J estava com sono e aproveitou para dormir num banco de jardim enquanto eu admirava os patinhos.

As bicicletas não parecem ser tão populares em Oxford como em Cambridge. Ou visitámos Oxford em má altura (férias escolares). Ao contrário de Cambridge, o canal de Oxford fica ao largo do centro e não temos aquele efeito de pontes por cima de canais e barcos a passarem por nós enquanto passeamos na cidade. No geral, gostei muito mais de Cambridge do que de Oxford.

Mais um lanchinho enquanto esperávamos pela R e ala para Londres de novo no Oxford Tube.

Para a próxima ficamos a dormir num alojamento de um dos colleges mais antigos que não são mais do que os quartos dos estudantes em época de férias. E temos direito a tomar o pequeno-almoço em salas como as do refeitório do Harry Potter.

Ficam aqui algumas fotos do que por lá vimos.

Friday, 11 June 2010

Capital Ring

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Mais um fim de semana, mais uma passeata.

Pois então ninguem diria que é verdade mas a Di perguntou-me aonde íamos passear no fim de semana... Parece que o empeno do passado sábado não foi lição. Antes pelo contrário!

Mas desta vez fomos algo mais comedidos. Fomos descobrir o Capital Ring. Uma rota circular de várias milhas na periferia de Londres. Mas ainda em "Greater London".
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Com a informação e o mapa recolhidos na net fizemo-nos à estrada, desta vez "apenas" para 7 milhas (11km) num trajecto que se previa muito urbano.

Mais uma vez o acesso ao local de início fez-se de comboio, 30 minutos, sem sair da zona 4 da rede de transportes londrinos. Saimos em Crystal Palace, o jardim onde esteve em tempos o edifício que albergou a Exposição Mundial de 1756.
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Após um passeio pelo jardim e uma visita ao museu do Crystal Palace, pequeno mas de entrada gratuita, fica-se com uma boa ideia da majestosidade que este parque teve. De momento não tem nem metade da manutenção dos jardins do centro de Londres...

Sempre alternando entre parques e ruas fomos aproveitando mais um belo dia de sol.
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A rota veio a revelar-se bem verdejante. O percurso foi pensado de modo a aproveitar muito bem todos os jardins possíveis e, embora urbano, muito campestre.
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O passeio terminou no grande jardim central de Streatham Common. Aparentemente um local bastante popular considerando a multidão que se estendia pelo relvado em variadas actividades. O gelado de bola que comemos era Walls (Ola em Portugal) mas boa, boa, era mesmo a baunilha onde estavam as bolas de gelado. Simplesmente deliciosa!

Agora só faltam mais 70 milhas para completar o círculo :)

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Monday, 31 May 2010

North Downs

Há muito tempo que não fazia uma boa caminhada. Mas como não podia deixar de ser não há fome que não dê em fartura...

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Cá por estas bandas recorremos ao belo do comboio para ir ter com os trilhos. O programa era ligar Guilford, um pouco a norte do percurso mas com outro trilho a possibilitar o acesso, a Dorking, onde já tinha ido fazer BTT anteriormente, pelo North Downs Way.

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Pelo meio havia outra localidade com estação de comboios, Gomshall, mas afastada do trilho. Uma solução de recurso.

Planeada estava uma saída cedo, mas o sono levou-nos a melhor e acabámos por sair às 8h50 e apanhar o comboio das 9h30. Não há problema, os dias são longos...

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Um belo sol acompanhou-nos a maioria do dia e a temperatura na mesma onda, ameno para andar de manga curta, mas fresco para precisar de agasalho quando parados.

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A parte inicial foi bem gira e tivémos companhia de um grupo de passeantes que levavam os seus cães, uns 6 ou 7 deles, vários ainda cachorros... podem imaginar a festança e correria que por ali ia!

Cruzámo-nos com mais caminheiros, vários no nosso sentido, alguns ciclistas e cavaleiros. Nada de motores. Por estas bandas o campo é para se aproveitar sem ruídos adicionais.

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Sandochas à hora do almoço que toda a rota foi bastante remota, sem pontos de apoio.

O problema foi depois. Estavamos numa zona mais aborrecida, muitas rectas com pouca paisagem e já tinhamos uns 13km nas pernas. A Di acusava o cansaço e o ritmo baixou consideralvemente. A opção foi mesmo parar e aproveitar a paisagem e o sol à moda alentejana...

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Nada mais retemperador. Os restantes quilómetros passaram-se muito melhor. Se calhar a paisagem também ajudou...

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De qualquer modo ainda tivemos mais 10km até Dorking pelo que já estavamos bem empenados. Os assentos do comboio souberam aos melhores divãs italianos.

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Foi um dia em cheio, com 24km a pé e dois pares de pernas bem doridos. A ver se para a próxima me lembro que não se anda tão depressa a pé como a pedalar...

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